Heloisa H. Périssé
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Sobre o autor


Heloísa Helena Périssé é mesmo muito original. Em tudo. Até no honroso convite para a apresentação de seu livro “Benvinda”. Tal ato sempre representa desmedida homenagem ao convidado, deferência muito especial a alguém digno de amizade e, por isso mesmo, de confiança. Todavia, geralmente recai sobre personalidades conhecidas no mundo das letras, cujo nome, sem dúvida, prestigia o livro apresentado.
Heloísa, todavia, se apega apenas na afeição por um desconhecido casal de velhinhos, Beatriz e Hugo, que, em termos de fama, nada enriquecerão na apresentação do seu romance. Entretanto, é justamente essa originalidade que valoriza seu modo de escrever, sua narrativa rica de fatos concatenados em desenvolvimentos interessantes, prendendo os leitores em suaves suspenses. É aí que estes octogenários anônimos podem justificar a inusitada escolha de Heloísa: amantes da literatura, tiveram oportunidade de ler numerosos autores, bons e maus - têm farta vivência para distinguir o joio do trigo. Vale dizer, têm condições práticas para afirmar que Heloísa Helena Périssé é uma escritora nata, de meritória qualidade.
Cabe destacar que, desde o início, Heloísa revela a personagem principal com um estridente grito do nome de Benvinda para, em seguida, preparar com esmero o perfil dos demais figurantes de realce, particularmente a cativante e extraordinária Andreza, despertando a curiosidade dos leitores, levando-os a
devorar a trama num só fôlego. Característica da autora, a narrativa convida à leitura contínua, do começo ao fim. O enredo é uno, a história é compacta, mas se desdobra em vários episódios, interligados, numa
sequência inteligente, com promessa subliminar de algo incitante a acontecer, discreto suspense instigando à continuação da leitura do texto, sem pausas intermitentes. Com efeito, a peculiaridade da narrativa de estrutura maciça, mas rica de incidentes inesperados, promove a expectativa duvidosa de um
final feliz, não obstante óbices aparentemente insuperáveis. Na mentalidade da época em que transcorre a trama, a palavra empenhada era questão de honra, e a mulher tinha de enfrentar preconceitos, quiçá intransponíveis, disso dando Benvinda edificante exemplo. Assim, resta difícil resumir o romance numa
simples apresentação, embora o contexto da história autorize a elaboração de vários roteiros para filmes. Aliás, praticamente pré-elaborados, mercê da vocação de autora- diretora. Tal tendência, Heloisa demonstra, ao tratar com detalhes todos os seus numerosos “artistas” e respectivos ambientes, mestra no jogo de tempo e espaço. No fundo, no fundo, a consistência dos cenários e dos figurantes é tanta que dá para entrevistar cada um deles, ouvindo seus momentos de glória, de felicidade, suas queixas de incompreensões, seus sofrimentos e reivindicações por posições mais condizentes. Em resumo, com o perdão pelo trocadilho, o que se pode dizer de “Benvinda” é que é uma obra muito bem-vinda.
Beatriz e Hugo Mello
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